Você não está sozinha!​

Não colabore com a culpa materna

Você já se sentiu culpada por alguma decisão ou atitude que tomou como mãe? Se a resposta for sim, saiba que você não está sozinha. A culpa materna é um sentimento muito comum entre as mulheres que se dedicam aos seus filhos, mas também têm outras responsabilidades e desejos na vida.

A culpa materna surge de uma pressão interna e externa para ser uma mãe perfeita, que atende a todas as necessidades dos filhos, da casa, do trabalho e de si mesma. Mas essa perfeição não existe e nem é saudável. Nenhuma mãe pode dar conta de tudo sem se sentir cansada, irritada ou frustrada em algum momento.

Por isso, é importante não alimentar a culpa materna, mas sim combatê-la com consciência e autoestima. Veja alguns passos para lidar com esse sentimento e viver a maternidade de forma mais leve e feliz:

1) Reconheça a origem da culpa: muitas vezes a culpa vem de crenças e valores que herdamos da nossa família, da sociedade ou da mídia sobre o que é ser uma boa mãe. Essas crenças podem não corresponder à nossa realidade ou aos nossos desejos. Por exemplo, se você acredita que uma boa mãe tem que ficar em casa com os filhos, mas precisa ou quer trabalhar fora, você vai se sentir culpada. Nesse caso, é preciso questionar essa crença e entender que existem diferentes formas de exercer a maternidade.

2) Aceite os seus limites: você é humana e tem direito de errar, de se arrepender, de mudar de opinião, de pedir ajuda, de descansar e de se divertir. Não se cobre tanto e nem se compare com outras mães. Cada uma tem sua história, seus desafios e seus recursos. O que funciona para uma, pode não funcionar para outra. O importante é fazer o seu melhor dentro das suas possibilidades e respeitar o seu ritmo e o dos seus filhos.

3) Cuide de si mesma: para cuidar bem dos outros, você precisa cuidar bem de si mesma. Isso significa reservar um tempo para fazer o que gosta, para cuidar da sua saúde física e mental, para se relacionar com outras pessoas além dos filhos. Não se sinta culpada por ter momentos só seus. Isso não significa que você ama menos os seus filhos, mas sim que você se ama também.

4) Dialogue com os seus filhos: muitas vezes, a culpa surge de uma falta de comunicação entre mãe e filho. Você pode achar que está fazendo algo errado ou que está prejudicando o seu filho, mas ele pode ter uma percepção diferente. Por isso, converse com ele sobre os seus sentimentos, as suas escolhas, as suas dificuldades.
Explique o porquê das suas decisões e escute o que ele tem a dizer. Isso vai fortalecer o vínculo entre vocês e evitar mal-entendidos.

5) Busque apoio: você não precisa enfrentar a culpa sozinha. Procure pessoas que possam te apoiar, te ouvir, te aconselhar, te ajudar nas tarefas domésticas ou nos cuidados com os filhos. Pode ser o seu parceiro(a), a sua família, as suas amigas, um grupo de mães ou um profissional. Não tenha vergonha ou medo de pedir ajuda quando precisar. Isso vai aliviar o seu peso e te dar mais segurança.

Lembre-se: a culpa materna não é sua amiga. Ela só te faz sofrer e te impede de aproveitar os momentos bons da maternidade. Por isso, não colabore com ela. Você é uma mãe suficientemente boa e merece ser feliz.​

Texto escrito pela mentora Camila Moreira